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Conteúdos sobre a área de saúde.
5 set 2016

Entenda o Lúpus.

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O lúpus eritematoso sistêmico, como é chamado pelos cientistas, tem potencial para afetar qualquer parte do corpo. É por isso que os médicos acabam confundindo seus sintomas com os de outras doenças. Trata-se de uma enfermidade inflamatória: o sistema imunológico do doente fica confuso e produz anticorpos que atacam células e tecidos de seus próprios órgãos, provocando a inflamação.

lupus

Embora seja conhecido desde a Idade Média, o lúpus permanece cercado de enigmas. Sabe-se, por exemplo, que 90% das vítimas são mulheres, e que 80% delas desenvolvem a doença entre os 15 e os 45 anos. Por quê? A ciência ainda não encontrou a resposta.

Os cientistas acreditam que a doença tenha um componente genético em sua origem, já que é comum o registro de múltiplos casos dentro de uma mesma família. Os especialistas acreditam que a alta exposição aos raios ultravioleta e o uso de contraceptivos orais tornem o indivíduo mais suscetível ao lúpus. Por isso, protetor solar nunca é demais. E por isso também mulheres com histórico familiar da doença devem fazer uso de anticoncepcionais de baixa dosagem.

Não há cura para o lúpus. Resta ao doente, portanto, remediar os sintomas e encontrar a melhor forma possível de conviver com eles. A opção mais branda para contornar a doença são os anti-inflamatórios. Para as crises mais intensas, são prescritos corticoides que, embora sejam mais eficazes contra a inflamação, provocam efeitos colaterais como obesidade e diabete.

Quando necessário, os médicos apelam para drogas como o metrotexato e a cloroquina, que modulam a resposta imunológica, e para os imunossupressores, que, como o próprio nome sugere, reduzem a atividade do sistema de defesa. A questão é que esses últimos medicamentos baixam a guarda do organismo, deixando-o à mercê de infecções oportunistas.

O Lúpus está entre as doenças mais misteriosas da medicina e os estudos não param pára que os pacientes levem uma vida mais tranquila.

 

Por Ana Rita Sbragia.

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